Serviços financeiros e empréstimo pessoal informal, já usou?

Você já utilizou de serviços financeiros ou empréstimo pessoal de maneira informal? Esta questão veio a tona devido um estudo realizado pelo Plano CDE com alguns Brasileiros para saber seus hábitos quanto aos mecanismos financeiros utilizados para conseguir dinheiro ou consumir produtos.

No Brasil podemos utilizar aproximadamente 46 instrumentos financeiros, desses, 18 são oferecidos de informalmente. No País o consumidor de crédito encontra dezenas de opções de empréstimo pessoal, financiamentos, crédito pessoal e capital de giro para empresas. Normalmente esses produtos e serviços são oferecidas por bancos privados e estatais e instituições financeiras.

Serviços financeiros e Emprestimo pessoal

Instituições como a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco Bradesco, Banco Itaú Unibanco, Banco Santander, Banco HSBC que são o maiores no território brasileiro, mas há diversas outras empresas de crédito de menor porte que os bancos, como a Credicard, que oferece opções de linhas de crédito, empréstimos e financiamentos para possuidores dos cartões da mesma marca.

Bom, estas são somente algumas opções disponíveis no mercado, a pesquisa revelou que os hábitos financeiros dos brasileiros vão além dos formatos convencionais de tomar dinheiro emprestado, principalmente quanto se trata das classes C, D e E, classes essas que possuem uma representatividade próximas dos 85% de toda população nacional.

Quem precisa ou consome dinheiro a juros, consegue utilizar uma vasta variedade de mecanismos e instrumentos financeiros nos mais variados moldes:

Segundo o estudo, revelou que:

A Classe C – Utiliza normalmente os meios formais como os empréstimos pessoais tomados em bancos, dinheiro virtual através do cartão de crédito, cheque especial do limite de crédito, crediário com carnê, compras parceladas e uso dos serviços oferecidos pelas Financeiras em geral para conseguir empréstimos e financiamentos. Os meios informais são: pegar dinheiro emprestado com parentes e amigos, compra fiada em lojas do comércio local.

A Classe D – Consegue crédito formalmente com o uso do cheque especial do banco, cartões de lojas, crediário, compras parceladas e consórcios. Informalmente, a Classe D costumeiramente pede o cartão de crédito de pessoas próximas ou terceiros, solicita com mais frequência empréstimo aos amigos e parentes, além de comprar fiado nas lojas com promissórias ou cadernetas, ainda pedem “empréstimo para agiotas”.

A Classe E – Não difere muito da Classe D, porém utiliza-se basicamente de cartões de lojas e magazines, faz compras através do parcelamento, além do básico crediário. Informalmente pede emprestado o cartão de crédito de terceiros, solicita empréstimo de dinheiro a familiares e amigos, compra fiado nas lojas e pega dinheiro emprestado com agiotas.

Um dado importante que também foi revelado nesse estudo, é o fato de uma boa parte dos cidadãos da Classes D (54%) e Class E (70%), possuem restrições ao crédito ou estão fora do sistema financeiro. Os consumidores das Classes A e B que estão com o nome sujo no cadastro nacional de crédito, órgãos de proteção como SCPC, Serasa e CCF representam cerca de 17% e 21%.

Vale citar que não importa qual opção ou a forma que o dinheiro emprestado foi adquirido, ele deve ser devolvido com os devidos acréscimo dos juros. Não podemos deixar de mencionar que o empréstimo com agiotas, apesar de ser bastante comum entre a população é, uma prática condenável e que pode agravar ainda mais a situação do cidadão e/ou a saúde do tomador desse tipo de crédito.

O estudo foi elaborado e conduzido pelo Plano CDE com a parceria do Bankable Frontier Associates, para a Bill & Melinda Foundation.

Se você já utilizou de serviços financeiros e empréstimo pessoal informal, não deixe de comentar.

Comente Aqui!